{"id":1723,"date":"2020-04-08T09:09:25","date_gmt":"2020-04-08T12:09:25","guid":{"rendered":"https:\/\/bsspblog.com.br\/?p=1723"},"modified":"2020-06-03T15:01:14","modified_gmt":"2020-06-03T18:01:14","slug":"contabilizando-reflexos-da-covid-19-perdas-estimadas-em-estoques-e-custo-de-ociosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/contabilizando-reflexos-da-covid-19-perdas-estimadas-em-estoques-e-custo-de-ociosidade\/","title":{"rendered":"Contabilizando Reflexos da Covid-19: Perdas Estimadas em Estoques e Custo de Ociosidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"670\" height=\"447\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Contabilizando-Reflexos-da-Covid-19-Perdas-Estimadas-em-Estoques-e-Custo-de-Ociosidade.jpg\" alt=\"Contabilizando Reflexos da Covid-19 Perdas Estimadas em Estoques e Custo de Ociosidade\" class=\"wp-image-1747\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Contabilizando-Reflexos-da-Covid-19-Perdas-Estimadas-em-Estoques-e-Custo-de-Ociosidade.jpg 670w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Contabilizando-Reflexos-da-Covid-19-Perdas-Estimadas-em-Estoques-e-Custo-de-Ociosidade-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Tem\u00e1tica esta que, atualmente, mostra-se relevante, em raz\u00e3o da necessidade de mensurar adequadamente os estoques e o resultado das empresas comerciais e industriais ante os significativos efeitos econ\u00f4micos decorrentes da crise da Covid-19, de modo que seja poss\u00edvel elaborar demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis capazes de representar apropriadamente a posi\u00e7\u00e3o patrimonial e financeira, bem como o resultado e os fluxos de caixa daquelas entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pretende esgotar o assunto, mas sim, oferecer uma pequena contribui\u00e7\u00e3o para uma maior compreens\u00e3o desses aspectos, em um momento em que sobram incertezas e que a mensura\u00e7\u00e3o daqueles efeitos econ\u00f4micos ao longo de 2020, j\u00e1 considerando o m\u00eas de mar\u00e7o, e, consequentemente, a elabora\u00e7\u00e3o de demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis para esse per\u00edodo, podem representar um grande desafio para os profissionais da contabilidade, sobretudo no \u00e2mbito das pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Valor Realiz\u00e1vel L\u00edquido (VRL)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Lei n\u00ba 6.404, de 1976 (Lei da S.A.), os estoques devem ser avaliados pelo custo de aquisi\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o, deduzido de provis\u00e3o <em>[sic]<\/em> para ajust\u00e1-los ao valor de mercado, quando este for menor. \u00c9 o que determina o inciso II do art. 183.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei da S.A. tamb\u00e9m define que, no caso de das mat\u00e9rias-primas e dos bens em almoxarifado, o valor de mercado \u00e9 o pre\u00e7o de reposi\u00e7\u00e3o desses elementos, mediante compra no mercado. J\u00e1 para os bens ou direitos destinados \u00e0 venda, o valor de mercado corresponde o pre\u00e7o l\u00edquido de realiza\u00e7\u00e3o mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necess\u00e1rias para a venda, e a margem de lucro (ver al\u00edneas \u201ca\u201d e \u201cb\u201d do \u00a7 1\u00ba do art. 183)<sup>1<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pronunciamento T\u00e9cnico CPC 16 \u2013 Estoques prescreve um crit\u00e9rio de mensura\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0quele estabelecido pela Lei das S.A., sob o qual os estoques devem ser mensurados pelo seu valor de custo ou pelo seu valor realiz\u00e1vel l\u00edquido (VRL), dos dois o menor. Este \u00faltimo, \u00e9 definido pelo CPC 16 (par\u00e1grafo 6), como o pre\u00e7o de venda estimado no curso normal dos neg\u00f3cios deduzido dos custos estimados para sua conclus\u00e3o e dos gastos estimados necess\u00e1rios para se concretizar a venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente, esse crit\u00e9rio de mensura\u00e7\u00e3o visa evitar que os estoques sejam evidenciados por um valor superior \u00e0quele pelo qual seria realizado (ou resposto, no caso das mat\u00e9rias-primas), por isso, sempre que o VRL &nbsp;for menor do que custo de aquisi\u00e7\u00e3o ou de produ\u00e7\u00e3o, conforme o caso, a parcela excedente dever\u00e1 ser baixada e reconhecida no resultado como perda. Outrossim, esse crit\u00e9rio evita tamb\u00e9m que o reconhecimento dessa perda seja diferido para per\u00edodos futuros, quando da venda do estoque, o que, se acontecesse, violaria o regime de compet\u00eancia, pois n\u00e3o haveria a correta confronta\u00e7\u00e3o entre despesas e receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um maior controle e avalia\u00e7\u00e3o das causas que provocaram as perdas, \u00e9 importante segregar aquelas efetivas, decorrentes do perecimento, obsolesc\u00eancia ou de danos, quebra, furtos etc., daquelas estimadas, provenientes de fatores de mercado, tais como, redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, aumento de custos ou de despesas de vendas, j\u00e1 que podem possuir naturezas economicamente distintas e, por isso, podem exigir an\u00e1lises tamb\u00e9m distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, no \u00e2mbito da crise da Covid-19, as perdas em estoques, para muitos produtos, tender\u00e3o a ocorrer com maior frequ\u00eancia e magnitude, seja em raz\u00e3o da desacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada do consumo das fam\u00edlias ou da mudan\u00e7a do perfil desse consumo. Tais perdas poder\u00e3o se materializar por meio do perecimento ou obsolesc\u00eancia ou por meio da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de venda ou do aumento das despesas comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que para alguns produtos, a \u00fanica alternativa para evitar a perda efetiva seja a redu\u00e7\u00e3o do seu pre\u00e7o de venda. Um exemplo dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo com os ovos de p\u00e1scoa e demais produtos relacionados a essa celebra\u00e7\u00e3o, pois, h\u00e1 um risco eminente de baixa expressiva nas vendas. J\u00e1 para outros produtos, apesar do eventual aumento de demanda, as mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas comerciais podem, adicionalmente, elevar algumas despesas, como pode ser visto no aumento das vendas que contam com a entrega em domic\u00edlio (<em>delivery<\/em>), passando a ser um diferencial para algumas empresas, mas que, muitas vezes, o respectivo custo n\u00e3o \u00e9 repassado para o pre\u00e7o final.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, no momento atual, dadas as in\u00fameras incertezas, estimar o VRL n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, mas, se nesse processo, houver o envolvimento dos gestores da empresa, bem como das \u00e1reas capazes de fornecer os subs\u00eddios necess\u00e1rios, como, por exemplo, a comercial, a financeira e a de produ\u00e7\u00e3o, o contador ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de realizar os julgamentos necess\u00e1rios e calcular as estimativas apropriadas e, dessa forma, refletir adequadamente os estoques e o resultado da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para realizar essa a estima\u00e7\u00e3o do VRL e, consequentemente, apurar as perdas estimadas, s\u00e3o prescritas pelo CPC 16. Por isso, iremos tratar daquelas que podem ser aplic\u00e1veis para um maior n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es. Para uma vis\u00e3o mais aprofundada sobre o tema, em rela\u00e7\u00e3o a casos mais espec\u00edficos, sugerimos a leitura cuidadosa desse pronunciamento t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, tem-se que as estimativas devem ser baseadas nas evid\u00eancias mais confi\u00e1veis dispon\u00edveis no momento. Naturalmente, essas estimativas devem levar em considera\u00e7\u00e3o varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os e nos custos diretamente relacionados com eventos que ocorram ap\u00f3s o fim do per\u00edodo, \u00e0 medida que tais eventos confirmem as condi\u00e7\u00f5es existentes no fim do per\u00edodo. &nbsp;Nesse sentido, j\u00e1 para a avalia\u00e7\u00e3o dos estoques mantidos em 31 de mar\u00e7o de 2020, o contador dever\u00e1 levantar o maior conjunto de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edvel quanto \u00e0s expectativas futuras sobre as opera\u00e7\u00f5es da empresa ao longo dos pr\u00f3ximos meses. Vale salientar, que a defini\u00e7\u00e3o desse alcance temporal \u00e9 fundamental para a estima\u00e7\u00e3o do VRL e tamb\u00e9m acabar\u00e1 sendo objeto de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto tratado no CPC 16, e que merece ser observado, \u00e9 que, via de regra, a estima\u00e7\u00e3o do VRL dever\u00e1 ser feita item a item dos estoques. Contudo, em algumas circunst\u00e2ncias, \u00e9 poss\u00edvel estimar o VRL para um grupo de itens semelhantes ou relacionados. A estima\u00e7\u00e3o item a item mostra-se importante para evitar que eventuais ganhos estimados, verificados para alguns itens, compensem as perdas estimadas observadas para outros. Isso porque tais ganhos n\u00e3o devem ser reconhecidos, ao contr\u00e1rio do que se exige para as perdas, sendo assim, ocorrendo aquela compensa\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos, indevidamente, o reconhecimento, total ou parcial, de ganhos ainda n\u00e3o realizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas industriais ou comerciais que possuam um controle permanente eficiente sobre entradas e sa\u00eddas dos itens que comp\u00f5em os seus estoques, a estima\u00e7\u00e3o do VRL item a item pode n\u00e3o representar uma tarefa muito dif\u00edcil, inclusive em virtude dos recursos tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis. Contudo, em especial paras as empresas comerciais que n\u00e3o possuem tal controle e que possuem estoques com grande variedade de itens e com grande movimenta\u00e7\u00e3o, tais como, supermercados, lojas de departamentos, autope\u00e7as, farm\u00e1cias etc., pode ser dif\u00edcil valorar os estoques ao custo, de modo que a estima\u00e7\u00e3o do VRL pode se tornar, no m\u00ednimo, invi\u00e1vel e impratic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, uma alternativa interessante pode ser a utiliza\u00e7\u00e3o do chamado <strong>m\u00e9todo do varejo<\/strong>, para auxiliar na estima\u00e7\u00e3o do VRL. Sob tal m\u00e9todo, o custo do estoque final \u00e9 determinado com base no pre\u00e7o de venda, seja por meio da contagem f\u00edsica ou estima\u00e7\u00e3o do estoque, utilizando-se a porcentagem do custo de aquisi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o de venda. Mais adiante, apresentaremos um exemplo considerando esse m\u00e9todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale salientar que uma nova avalia\u00e7\u00e3o do VRL dever\u00e1 ser feita nos per\u00edodos subsequentes. Portanto, quando tudo isso passar (e vai passar!), os estoques ainda mantidos, cujos valores tenham sido reduzidos ao VRL considerando as circunst\u00e2ncias da crise da Covid-19, poder\u00e3o ter seus valores aumentados, uma vez que o \u201cnovo\u201d VRL poder\u00e1 ser maior do que o anteriormente estimado ou, at\u00e9 mesmo, maior do que o custo. Sendo assim, a perda estimada reconhecida no per\u00edodo anterior dever\u00e1 ser revertida, total ou parcialmente, e, portanto, ser\u00e1 reconhecida uma receita no per\u00edodo corrente. N\u00e3o custa salientar que, em hip\u00f3tese alguma, o valor dessa revers\u00e3o poder\u00e1 ser superior ao valor da perda estimada reconhecida anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar o que foi dito at\u00e9 aqui, vamos considerar os exemplos a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p><em><u>Exemplo 1 \u2013 Apura\u00e7\u00e3o da Perda Estimada em Estoques de Mat\u00e9rias-Primas<\/u><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Suponhamos que a empresa industrial YYZ Ltda, em 31\/3\/2020, possu\u00eda os estoques de mat\u00e9rias-primas abaixo evidenciados:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-materia-prima.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1725\" width=\"539\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-materia-prima.png 502w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Tabela-materia-prima-300x86.png 300w\" sizes=\"(max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para estimar o VRL (no caso, o pre\u00e7o de reposi\u00e7\u00e3o), vamos assumir que a empresa teria considerado a cota\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os correntes dessas mat\u00e9rias-primas praticados pelos fornecedores em 31\/03\/2020 (aqui, estamos assumindo que seria poss\u00edvel obter tais pre\u00e7os), os quais teriam sido os seguintes:<em> MP1<\/em> \u2013 R$ 9,50;<em> MP2<\/em> \u2013 R$ 8,00; <em>MP3<\/em> \u2013 R$ 12,00; e <em>MP4<\/em> \u2013 R$ 21,50.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com essa cota\u00e7\u00e3o, apenas MP1 e MP3 apresentariam VRL abaixo do respectivo custo unit\u00e1rio. Portanto, para tais itens, a empresa deveria reconhecer a perda estimada decorrente de tal redu\u00e7\u00e3o, a qual deveria assim apurada:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"706\" height=\"135\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/f\u00f3rmula.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1753\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/f\u00f3rmula.png 706w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/f\u00f3rmula-300x57.png 300w\" sizes=\"(max-width: 706px) 100vw, 706px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, em 31\/03\/2020, a YYZ Ltda iria apurar uma perda estimada total no valor de <strong>R$ 5.500,00<\/strong>, cuja contabiliza\u00e7\u00e3o poderia se dar da seguinte maneira, de acordo com o n\u00edvel de controle e detalhamento desejado:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"638\" height=\"365\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabelas-estoque-materia-prima.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1730\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabelas-estoque-materia-prima.png 638w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabelas-estoque-materia-prima-300x172.png 300w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, a perda seria registrada em uma conta de outras despesas, afetando, portanto, o resultado do 1\u00ba trimestre de 2020, com contrapartida em uma <strong>conta redutora<\/strong> dos estoques, os quais, neste caso, poderiam ficar assim registrados:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"578\" height=\"165\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Estoques.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1731\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Estoques.png 578w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Estoques-300x86.png 300w\" sizes=\"(max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ou<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"556\" height=\"179\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/estoques2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1732\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/estoques2.png 556w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/estoques2-300x97.png 300w\" sizes=\"(max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em><u>Exemplo 2 \u2013 Apura\u00e7\u00e3o da Perda Estimada em Estoques de Mercadorias, pelo M\u00e9todo do Varejo<\/u><\/em> Suponhamos que o Supermercado Supera\u00e7\u00e3o Ltda avaliava seu estoque de mercadorias para revenda pelo custo m\u00e9dio, sem controle permanente. No 1\u00ba trimestre de 2020, o estoque teria apresentado a seguinte movimenta\u00e7\u00e3o, considerando valor de custo e o valor de venda (valor de varejo):<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"617\" height=\"196\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/apuracao-da-perda-estimada.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1734\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/apuracao-da-perda-estimada.png 617w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/apuracao-da-perda-estimada-300x95.png 300w\" sizes=\"(max-width: 617px) 100vw, 617px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins did\u00e1ticos, iremos assumir que todos os itens do estoque possuem margens de lucratividade semelhantes, em rela\u00e7\u00e3o aos respectivos custos. Contudo, vale ressaltar que, na pr\u00e1tica, ao utilizar o m\u00e9todo do varejo, o contador deve agrupar itens em que tais margens sejam semelhantes para evitar distor\u00e7\u00f5es na estima\u00e7\u00e3o dos estoques. Se o maior rigor nessa estima\u00e7\u00e3o produzir\u00e1 efeitos informacionais materiais ou n\u00e3o, deve ser objeto de um julgamento criterioso, inclusive, neste caso, no que se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o custo x benef\u00edcio desse procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem, seguindo na estima\u00e7\u00e3o, temos que, de posse nos valores, o contador deveria calcular o quociente entre custo e o varejo, ou seja, a porcentagem que indicaria quanto do pre\u00e7o de venda corresponde ao custo. Para tanto, seriam considerados os valores referentes \u00e0s mercadorias dispon\u00edveis para venda. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"442\" height=\"97\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quociente.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1735\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quociente.png 442w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/quociente-300x66.png 300w\" sizes=\"(max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Considerado tal percentual, o custo do estoque final seria $ 360.000,00 (R$ 800.000,00 x 45%), de forma que ter\u00edamos o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"509\" height=\"222\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1737\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o-1.png 509w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o-1-300x131.png 300w\" sizes=\"(max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, vamos supor que, dada a crise da Covid-19, a empresa tivesse decidido reduzir os seus pre\u00e7os de venda em 25% (<em>markdown<\/em>), para conseguir manter um n\u00edvel de vendas capaz de gerar um fluxo de caixa m\u00ednimo e, assim, evitar demiss\u00f5es. Como \u00e9 poss\u00edvel concluir, essa redu\u00e7\u00e3o afetaria diretamente a apura\u00e7\u00e3o do custo do estoque final pelo m\u00e9todo do varejo. Vejamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 mencionado, estamos admitindo que o estoque \u00e9 formado por uma variedade de itens que possuem margens de lucratividade sobre o custo similares, portanto, iremos calcular os efeitos da redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de venda sobre os valores globais. Dito isso, observe que sob os novos pre\u00e7os (com <em>markdown<\/em>), o estoque final seria de R$ 600.000,00 [R$ 800.000,00 x&nbsp; (1 \u2013 0,25)]. Sobre esse valor seria aplicado o quociente custo\/varejo calculado anteriormente (45%), desconsiderando a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os (ou seja, sem <em>markdown<\/em>), o que nos daria um total de R$ 270.000,00 (R$ 600.000,00 x 45%) e, desse modo, estimar\u00edamos uma perda no valor de <strong>R$ 90.000,00<\/strong> (R$ 360.000,00 \u2013 R$ 270.000,00)<sup>2<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Eis os lan\u00e7amentos cont\u00e1beis:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"482\" height=\"330\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1738\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o2.png 482w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/balan\u00e7o2-300x205.png 300w\" sizes=\"(max-width: 482px) 100vw, 482px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Custo de Ociosidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de empresas industriais, o contador dever\u00e1 atentar para a aloca\u00e7\u00e3o dos custos fixos indiretos de fabrica\u00e7\u00e3o. Isso porque, tais custos devem ser alocados aos produtos considerando a capacidade <strong>normal<\/strong> de produ\u00e7\u00e3o<sup>3<\/sup>. Desse modo, se o n\u00edvel de ociosidade ultrapassar os limites da normalidade, uma parcela daqueles custos dever\u00e1 ser atribu\u00edda a esse excedente, sendo assim, reconhecida como despesa extraordin\u00e1ria do per\u00edodo (outras despesas), n\u00e3o afetando, portanto, o custo das unidades produzidas no per\u00edodo corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando os impactos econ\u00f4micos decorrentes da crise da Covid-19, em especial a forte retra\u00e7\u00e3o da demanda para alguns produtos, \u00e9 poss\u00edvel que muitos segmentos industriais experimentem, mesmo que temporariamente, n\u00edveis anormais de ociosidade da sua capacidade instalada. Para se ter uma ideia desse efeito, a ind\u00fastria automotiva amargou uma redu\u00e7\u00e3o de quase 90% das suas atividades, se comparadas as segunda e primeira quinzenas de mar\u00e7o. Outrossim, comparativamente ao m\u00eas de mar\u00e7o do ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o teve uma redu\u00e7\u00e3o de 21%<sup>4<\/sup>. Infelizmente, as evid\u00eancias indicam que essa tend\u00eancia de queda tamb\u00e9m ser\u00e1 observada em muitos segmentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista esses impactos generalizados, em meio ao aumento das incertezas quanto \u00e0 dura\u00e7\u00e3o dessa crise, consequentemente, quanto \u00e0 retomada da normalidade da atividade industrial, \u00e9 imprescind\u00edvel que os gestores, os tomadores decis\u00e3o, possam contar com informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis fidedignas e relevantes, a fim de auxili\u00e1-los nesse per\u00edodo de enorme dificuldade. Por isso, \u00e9 fundamental que, dentre os in\u00fameros esfor\u00e7os que s\u00e3o requeridos nesse momento, os contadores sejam capazes de mensurar e reconhecer adequadamente o custo de ociosidade, de modo a retratar, tempestivamente, aqueles impactos sobre a posi\u00e7\u00e3o patrimonial e financeira, o resultado e os fluxos de caixa das empresas industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar a mensura\u00e7\u00e3o desse custo, consideremos os dados da produ\u00e7\u00e3o e dos custos fixos totais abaixo apresentados, assumindo que o 1\u00ba trimestre de 2020 (T01\/2020) foi afetado pela crise da COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"743\" height=\"133\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-produtos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1756\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-produtos.png 743w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-produtos-300x54.png 300w\" sizes=\"(max-width: 743px) 100vw, 743px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel perceber para T01\/2020, houve uma redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel no n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o dos produtos \u201cA\u201d e \u201cB\u201d, no entanto, os custos, por serem fixos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o (p.ex. o aluguel da f\u00e1brica e a remunera\u00e7\u00e3o do gerente de produ\u00e7\u00e3o), ainda n\u00e3o teriam sido afetados. Sendo assim, devido \u00e0quela forte redu\u00e7\u00e3o, tem-se que uma parte da capacidade instalada da ind\u00fastria tornar-se-ia anormalmente ociosa, de modo que uma parcela do custo fixo total deveria ser atribu\u00edda a tal ociosidade e reconhecida como despesa do T01\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, para a mensura\u00e7\u00e3o do custo de ociosidade, vamos considerar que a produ\u00e7\u00e3o dos anos de 2018 e 2019 refletiria a capacidade normal da ind\u00fastria nesse per\u00edodo. Sendo assim, a capacidade normal a ser utilizada como refer\u00eancia para o T01\/2020 poderia ser a m\u00e9dia da produ\u00e7\u00e3o desses anos. Contudo, \u00e9 importante atentar para uma eventual sazonalidade da produ\u00e7\u00e3o, a fim de que o contador fa\u00e7a o julgamento mais adequado em rela\u00e7\u00e3o a qual m\u00e9dia deve ser utilizada para evitar distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso exemplo, a capacidade normal m\u00e9dia de todo per\u00edodo (2018 e 2019) para o produto \u201cA\u201d seria de 16.625 unidades, enquanto para o produto \u201cB\u201d seria de 17.875 unidades. No entanto, ao analisar os dados, percebe-se que esses produtos apresentariam um comportamento sazonal, de modo que tomar como refer\u00eancia a m\u00e9dia de todo per\u00edodo, poderia gerar distor\u00e7\u00f5es significativas na mensura\u00e7\u00e3o do custo de ociosidade. Nesse sentido, ao calcular a capacidade normal m\u00e9dia considerando apenas os 1\u00ba trimestres, obter\u00edamos 6.000 unidades para o produto \u201cA\u201d e 23.500 unidades para o produto \u201cB\u201d, como v\u00ea, h\u00e1 diferen\u00e7as representativas entre as m\u00e9dias, o que resultaria na apura\u00e7\u00e3o de valores muito distintos para o custo de ociosidade. Sendo assim, neste exemplo, vamos considerar o efeito da sazonalidade e, portanto, utilizaremos as respectivas m\u00e9dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando os produtos \u201cA\u201d e \u201cB\u201d conjuntamente, ter\u00edamos uma capacidade de produ\u00e7\u00e3o normal total de 29.500 unidades (6.000 + 23.500). Assumindo que o rateio dos custos fixos teria sido realizado de acordo com o volume de produ\u00e7\u00e3o, obter\u00edamos o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"687\" height=\"277\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/custo-fixo-unitario.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1740\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/custo-fixo-unitario.png 687w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/custo-fixo-unitario-300x121.png 300w\" sizes=\"(max-width: 687px) 100vw, 687px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Perceba, do custo fixo total no valor de R$ 350.000,00, apenas R$ 106.740,00 seriam alocados para os produtos \u201cA\u201d (R$ 23.720,00) e \u201cB\u201d (R$ 83.020,00). <strong>Portanto, obter\u00edamos um custo de ociosidade no valor de R$ 243.260,00<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em rela\u00e7\u00e3o aos lan\u00e7amentos cont\u00e1beis, ter\u00edamos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"705\" height=\"438\" src=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-lancamentos-contabeis.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1741\" srcset=\"https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-lancamentos-contabeis.png 705w, https:\/\/www.bsspce.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/tabela-lancamentos-contabeis-300x186.png 300w\" sizes=\"(max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental que as entidades divulguem todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os usu\u00e1rios das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis sejam capazes de compreender claramente, e de forma espec\u00edfica, se poss\u00edvel, os impactos da crise da Covid-19 sobre os elementos das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis do per\u00edodo, por isso, \u00e9 importante que as informa\u00e7\u00f5es sobre a estima\u00e7\u00e3o do VRL e a apura\u00e7\u00e3o das perdas estimadas, assim como a exist\u00eancia da capacidade ociosa e os seus efeitos, sejam adequadamente apresentadas nas notas explicativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca \u00e9 demais lembrar que, conforme adverte o Pronunciamento T\u00e9cnico CPC 26 \u2013 Apresenta\u00e7\u00e3o das Demonstra\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis, entidade considere as caracter\u00edsticas dos usu\u00e1rios das suas demonstra\u00e7\u00f5es, bem como as suas pr\u00f3prias circunst\u00e2ncias. Muito embora \u00e0 luz desse pronunciamento t\u00e9cnico, tais demonstra\u00e7\u00f5es devam ser elaboradas levando em considera\u00e7\u00e3o que os usu\u00e1rios possuem conhecimento razo\u00e1vel sobre atividades econ\u00f4micas e sobre neg\u00f3cios, \u00e9 importante que, especialmente, no \u00e2mbito das pequenas e m\u00e9dias empresas, cujos usu\u00e1rios, na grande maioria das vezes, ser\u00e3o os pr\u00f3prios donos da entidade, o contador busque utilizar uma linguagem mais acess\u00edvel ao n\u00edvel de compreensibilidade desses usu\u00e1rios, podendo fazer uso, inclusive, de gr\u00e1ficos ou recursos similares, de modo a garantir a relev\u00e2ncia da informa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil produzida e, dessa forma, atingir adequadamente o objetivo das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>NOTAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup> Na nova reda\u00e7\u00e3o dada pela 11.941, de 2009, ao \u00a7 1\u00ba do art. 183 da Lei das S.A., a express\u00e3o \u201cvalor de mercado\u201d foi substitu\u00edda pela express\u00e3o \u201cvalor justo\u201d. Embora possuam significados distintos, para fins de interpreta\u00e7\u00e3o do inciso II do art. 183 da Lei das S.A., o sentido permanece inalterado, ou seja, o valor de mercado mencionado nesse dispositivo continua sendo aquele definido nas al\u00edneas \u201ca\u201d e \u201cb\u201d daquele \u00a7 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup> Outra forma de se calcular tal perda seria, por exemplo, aplicar os 25% diretamente sobre os<br>R$ 360.000,00. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup> De acordo com o CPC 16 \u2013 Estoques, \u201ccapacidade normal \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia que se espera atingir ao longo de v\u00e1rios per\u00edodos em circunst\u00e2ncias normais; com isso, leva-se em considera\u00e7\u00e3o, para a determina\u00e7\u00e3o dessa capacidade normal, a parcela da capacidade total n\u00e3o utilizada por causa de manuten\u00e7\u00e3o preventiva, de f\u00e9rias coletivas e de outros eventos semelhantes considerados normais para a entidade. O n\u00edvel real de produ\u00e7\u00e3o pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><sup>4<\/sup> Nota \u00e0 imprensa: \u201cAvan\u00e7o da Covid-19 derruba n\u00fameros da ind\u00fastria automotiva em quase 90% no final de mar\u00e7o\u201d, emitida pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea). Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.anfavea.com.br\/docs\/Release%20-%20Avan%C3%A7o%20da%20Covid-19%20derruba%20n%C3%BAmeros%2da%20ind%C3%BAstria%20automotiva%20<br>em%20quase%2090%20no%20final%20de%20mar%C3%A7o.pdf<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei n\u00ba 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Disp\u00f5e sobre as Sociedades por A\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>COMIT\u00ca DE PRONUNCIAMENTOS CONT\u00c1BEIS (CPC). Pronunciamento T\u00e9cnico 16 \u2013 Estoque.<\/p>\n\n\n\n<p>______. Pronunciamento T\u00e9cnico 26 &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o das Demonstra\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<p>GELBECK, E. R.; SANTOS, A.; IUD\u00cdCIBUS, S.; MARTINS, E. Manual de Contabilidade Societ\u00e1ria: aplic\u00e1vel a todas as sociedades de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>MACKENZIE, B.; COETSEE, D.; NJIKIZANA, T.; CHAMBOKO, R.; COLYVAS, B.; HANEKOM, B. IFRS 2012: interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Bookman, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tamb\u00e9m acesse:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/contabilidade\/contabilizando-reflexos-da-covid-19-parte-iii-identificacao-e-modificacao-de-contratos-pronunciamento-tecnico-cpc-47\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Contabilizando Reflexos da Covid-19 (parte III): Identifica\u00e7\u00e3o e Modifica\u00e7\u00e3o de Contratos \u2013 Pronunciamento T\u00e9cnico CPC 47<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/bsspblog.com.br\/contabilidade\/contabilizando-reflexos-da-covid-19-parte-ii-perdas-esperadas-em-recebiveis\/\" target=\"_blank\">Efeitos do COVID-19 e seus ensinamentos jur\u00eddico-cont\u00e1beis<br>Contabilizando Reflexos da Covid-19 (parte II): Perdas Esperadas em Receb\u00edveis<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente artigo trata dos principais aspectos relacionados \u00e0 estima\u00e7\u00e3o do valor realiz\u00e1vel 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