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Inovação Disruptiva: uma nova rede de valor

inovação
Provavelmente uma das palavras mais repetidas no dia a dia das organizações seja Inovação. Ao longo dos últimos 20 anos como consultor em empresas de todo o porte, percebi que muitos profissionais ainda não têm uma clara definição sobre o conceito de inovação. Eu gosto da ideia da síntese; os consagrados manuais de Oslo e de Frascati, ambos tratando de inovação sob a perspectiva de metodologia e interpretação de dados a definem como RESULTADO.

inovação

Uma grande ideia guardada na gaveta não passa disso. Uma ideia revolucionária não lançada que não conquiste o mercado, é só uma invenção. Uma organização que ofereça um programa de postura e exercícios físicos, ou vacinas contra gripe, inova ao gerar resultados por reduzir o número de funcionários que faltam ao trabalho. Cabe a discussão sobre tipo e modelo de inovação nesse caso, que não é a razão desse breve artigo, mas ainda assim é inovação; inovação incremental na gestão.

Muitos termos surgem a todo instante no meio corporativo. Grande parte desaparece com a mesma velocidade com que surgiu, e alguns poucos se consagram, ganham relevância. Um deles é a Inovação disruptiva.

Inovação disruptiva (disruption innovation), foi definida pelo pesquisador americano Clayton M. Christensen em 1995 como a uma inovação que cria uma nova rede de valor e/ou de mercado, e que acaba destruindo uma rede anterior existente, e deslocando organizações, produtos e alianças líderes. É considerada a ideia de negócios mais influente do início do século XXI. Você verá inovação disruptiva também tratada por inovação radical, aquela que se opõe à inovação incremental.

Algumas inovações, mesmo que revolucionárias, não são necessariamente disruptivas de imediato. Um exemplo é o automóvel, que no final do século XIX ainda não representava uma inovação disruptiva, por se tratar de um item caro de luxo, não concorrendo diretamente com os veículos com tração animal.

Como advento da linha de montagem, que permitia por meio da produção em massa diminuir o custo final do Ford Modelo T, os automóveis se popularizaram em 1908, nesse momento essa inovação acabou com o modelo anterior.

É muito comum que inovações disruptivas sejam produzidas por pessoas de fora do mercado convencional, por empreendedores, ou start ups, no lugar das líderes de mercado. Isso se deve ao fato de elas não serem suficientemente lucrativas no início e porque seu desenvolvimento pode tirar recursos escassos para sustentar inovações.

Um processo disruptivo pode levar mais tempo para ser desenvolvido do que pela abordagem convencional e o risco associado a ele é maior do que as outras formas de inovação mais incrementais ou evolutivas, mas uma vez implementado no mercado, ele alcança uma penetração muito mais rápida. e maior grau de impacto nos mercados estabelecidos.

Um exemplo de empresa inovadora constantemente mencionada é a 3M. Durante sua trajetória a empresa pulverizou sua linha de produção e de produtos, atendendo a diversas demandas de mercado e criando novas necessidades. O pilar de desenvolvimento e crescimento da companhia, que permitiu em 2010 atingir um faturamento de US$ 27 bilhões de dólares, é possuir 80 mil colaboradores, operações em 65 países e sua procura constante por inovação. Na 3M a inovação é mais que uma estratégia é um modelo de negócio. Veja na figura 2 o investimento em inovação da companhia:

Um vislumbre sobre o que o futuro nos reservava talvez tenha sido lançado por Nicholas Negroponte, professor do MIT, em seu livro “Vida Digital” de 1995. Ele faz uma distinção entre átomos e bits, e previu que no futuro o mundo perderia peso, sendo menos atômico e mais binário. Nesse momento, a menos que você tenha impresso este artigo, você está lendo uma tradução de um conjunto de bits na forma de texto na tela de seu dispositivo digital. Há alguns anos seriam necessários pelo menos algumas páginas de papel, tinta, um sistema para impressão.

O que o autor ainda não havia previsto era a velocidade com que essa mudança ocorreria. O modelo de crescimento em vigor à época era o da Lei de Moore, um conceito estabelecido por Gordon Earl Moore, que afirmava que o poder de processamento dos computadores (entenda computadores como a informática geral, não os computadores domésticos) dobraria a cada 18 meses.

O momento atual nos reservou o conceito de Organizações Exponenciais, ou Exponencialidade. Diretamente associado à Inovação Disruptiva, o termo foi introduzido em 2014 por Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri van Geest no livro “Organizações Exponenciais”, e refere-se ao impacto desproporcionalmente maior que causam quando comparadas a empresas de modelo tradicional, e devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas.

Outra característica desse tipo de organização, tão importante quanto seu desenvolvimento, é que todas elas têm um Propósito Transformador Massivo, ou seja, causa algum tipo de disruptura, seja tecnológica, seja no modelo de negócios ou mesmo inventando um produto completamente novo que irá transformar nossos hábitos e costumes, como foi o caso do smartphone.

Os conceitos da Lei de Moore e de Organizações Exponenciais evidenciam o fato de que as organizações com foco em inovação e resultados não podem mais se permitir dar um passo do mesmo tamanho por vez, mas um passo pelo menos duas vezes maior do que o passo anterior, e rápido.

Um exemplo corriqueiro é a comparação das distâncias percorridas por duas pessoas após 30 passos de uma jornada. Ambas com passadas médias de 80 cm. A primeira percorre uma Jornada Linear; a segunda pessoa tem sua primeira passada também medindo 80 cm, mas suas passadas dobram de tamanho a cada novo passo, e vou tratar por Jornada Exponencial. Estes são os resultados após 30 passos:

PessoaTipo de passadaDistância percorrida após 30 passos
1Linear. 30 passos com 80 cm cada           24 m
2Exponencial. 30 passos, 1º com
80 cm e dobra a cada novo passo
429.496 km
(distância quase 18.000 vezes maior)

A Pessoa 2 percorreu uma distância 18.000 vezes maior do que a 1. Não existe alguém capaz de dobrar sua passada a cada novo passo, como neste exemplo, mas as organizações têm potencial para dobrar ou até, como afirmam os teóricos da exponencialidade, multiplicar cada novo passo por 10.

Naturalmente existe um período previsto no plano de corrida para que os resultados sejam atingidos. O Gráfico 1 exibe as duas curvas. Como a jornada da Pessoa 2 contempla passos muito largos, as curvas se parecem muito próximas entre si até o passo de número 20.

Para avaliar o impacto da Jornada Exponencial, a Tabela 1 mostra a evolução das duas jornadas distintas entre si, a cada 10 passos.

 Distância percorrida em metros – Pessoa 1Distância percorrida em metros – Pessoa 2Diferença de desempenho
Passo 108409,6+ 5.120%
Passo 2016419.430,4+ 2.621.440%
Passo 3024429.496.729,6+ 1.789.569.706%

Assim como os atletas preparam-se de maneiras diferentes para cada tipo de prova, por exemplo 100 metros rasos ou uma maratona com 42 km, a sua organização já está preparada para dar os próximos grandes e exponenciais passos em sua jornada com foco em Inovação e Resultados?

Não se trata mais de correr desenfreadamente para sobreviver, mas de uma jornada com planejamento, ações efetivas e foco em resultados.

Não sei você, mas eu sempre gostei de andar ou caminhar acompanhado, para trocar impressões e ideias e assim aproveitar o melhor de cada jornada. Se você gosta de companhia, eu gosto muito de dar passos largos e aprender sempre.

Vamos juntos, basta me convidar!

REFERÊNCIAS:

CHRISTENSEN, Clayton M.; RAYNOR, Michael E. The Innovator’s Solution:Creating and Sustaining Successful Growth. Harvard Business School Publishing Corporation, 2003. SERAFIM, L. O Poder da Inovação: como alavancar a inovação na sua empresa. Ed. Saraiva, 2011.

Se você gostou desse artigo, confira também: contabilidade como as empresas diminuem riscos na distribuicao de lucros

Humberto Massareto

Humberto Massareto

Mestrado em Gestão das Educação Profissional Tecnológica, Mestrado Internacional em Criatividade & Inovação, MBA em Criatividade e Inovação, MBA em Gestão da Tecnologia Educacional, Especialização em Criatividade & Inovação, Especialização em PNL, Bacharelado em Comunicação Social. 25 anos de experiência em grandes agências de publicidade nacionais e multinacionais. Professor em cursos de graduação, pós-graduação, MBA e Mestrado desde 1982. Sócio Diretor da K01 Capital Intelectual desde 2002, presta consultoria e ministra palestras, treinamentos e workshops de Criatividade & Inovação, Design Thinking, Gamificação, StoryTelling, Media Training, Organizações Exponenciais, Transformação Digital, Gestão do Tempo, Economia Criativa e Comunicação Assertiva. Autor de 7 livros e 2 DVDs.

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  • 21 setembro 2020

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